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segunda-feira, 4 de março de 2013

Internautas organizam ato contra estacionamento em calçadas


  • Grupo chama atenção para o estacionamento indevido nas calçadas
Internautas organizam um ato público, através do Facebook, intitulado "A calçada não é do carro!", para esta segunda-feira, 4, às 18h30, no Largo de Santana, no Rio Vermelho. Eles pretendem colocar panfletos nos veículos estacionados de forma irregular. Na rede social, 178 internautas já confirmaram presença no evento. A campanha é promovida pelo grupo "A Salvador que o Google viu", criado em agosto de 2012 com o objetivo de discutir os problemas da cidade. A página do grupo na rede social tem 12.255 membros.


FONTE: http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/materias/1488204

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Joaquim Barbosa pretende encerrar processo do mensalão até julho


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, afirmou nesta quinta-feira (28) a correspondentes internacionais que pretende concluir o processo do mensalão, julgando todos os eventuais recursos dos condenados, até o mês de julho. Só depois do chamado "trânsito em julgado", com a decisão sobre os recursos, as penas dos condenados podem começar a ser cumpridas.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, na última sessão do mensalão (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)O presidente do Supremo Tribunal Federal,
Joaquim Barbosa, na última sessão do mensalão
(Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)
A afirmação, publicada em agências internacionais, foi confirmada pela assessoria de imprensa do tribunal na tarde desta quinta. A assessoria destacou que Barbosa ponderou que o prazo depende de não ocorrer nenhum contratempo no processo.
Depois da sessão do Supremo desta quinta, Barbosa confirmou que espera concluir até julho. "Por mim, eu encerraria ontem. Mas, infelizmente eu tenho que obedecer aos prazos."
Na prática, a conclusão do processo representa o trânsito em julgado, quando já não cabe mais recurso à decisão. Isso possibilitará o cumprimento das penas de prisão a 22 dos 25 condenados em regime semiaberto ou fechado - dois tiveram penas convertidas em prestação de serviços e um foi condenado a regime aberto, quando não há prisão.
Participaram da entrevista com o presidente do Supremo, segundo a assessoria, representantes das agências Reuters (Inglaterra), AFP (França), EFE (Espanha), Dow Jones (Estados Unidos), Prensa Latina (Cuba), Espectador (Uruguai) e outros. O presidente do tribunal não autorizou a divulgação do áudio para a imprensa brasileira, mas deve liberar a transcrição da entrevista ainda nesta quinta.
Joaquim Barbosa disse ainda, após a sessão desta quinta, que quando houver trânsito em julgado já será possível executar as punições. "Encerrado [o processo], acabou. Você aplica a decisão tanto no cível quanto no crime. Executa-se é a palavra que se usa tanto para material criminal quanto para cível."
Para a apresentação de recursos, ainda é necessário elaborar o acórdão, em que os ministros da corte disponibilizam os votos escritos dados durante o julgamento e fazem a revisão nas transcrições para publicação.

Dos 11 ministros que participaram do julgamento, somente cinco entregaram seus votos revisados (Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Ayres Britto e Cezar Peluso, os dois últimos já aposentados). Entre os outros seis, Rosa Weber e Luix Fux informaram que estão prestes a liberar. Celso de Mello diz que deve entregar até o fim de março. Ricardo Lewandowski e Celso de Mello não têm previsão. A ministra Cármen Lúcia ainda não respondeu sobre o voto.
Quando todos liberarem os votos, será publicado o acórdão do julgamento, que é o documento que resume as decisões tomadas. Depois disso, advogados de defesa terão cinco dias para apresentação de embargos, que precisarão ser julgados pela corte. Ainda cabe embargo do embargo. Depois disso, o processo termina, ou seja, transita em julgado e as penas de prisão podem começar a ser cumpridas.
Decisões do julgamento do mensalão
O julgamento do mensalão foi concluído em 17 dezembro, após quatro meses e meio e 53 sessões.
O tribunal decidiu condenar 25 dos 38 réus do processo e fixou as punições de cada um. Durante o julgamento, o Supremo entendeu que existiu um esquema de compra de votos no Congresso Nacional durante os primeiros anos do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os ministros entenderam que houve desvio de dinheiro público, de contratos da Câmara dos Deputados e do Banco do Brasil, para abastecer o esquema criminoso.
Dos 38 réus do processo, um deles teve o processo remetido para a primeira instância. Outros 12 acabaram inocentados. Dos 25 considerados culpados, o réu que obteve maior pena foi Marcos Valério, apontado como o operador do esquema do mensalão, que repassava o dinheiro a parlamentares. Valério foi condenado a mais de 40 anos de prisão.
Caso as condenações sejam mantidas, quatro deputados federais devem perder o cargo: José Genoino (PT-SP), João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP).

fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/02/joaquim-barbosa-pretende-encerrar-processo-do-mensalao-ate-julho.html

domingo, 9 de dezembro de 2012

Pink Cream 69 revela detalhes do novo álbum


A banda Pink Cream 69 anunciou o lançamento de seu 11º álbum de estúdio, “Ceremonial”, para o dia 25 de janeiro via Frontiers Records. O disco chegará junto com o primeiro videoclipe da banda, desde “Shame”, no entanto, o ‘single’ ainda não foi revelado.

O pink Cream 69 também informou que dará início a uma turnê, após o lançamento do álbum. Este ano, o baterista e membro original Kosta Zafiriou deixou a banda e foi substituído por Chris Schmidt.

Confira a ‘tracklist’ de “Ceremonial” abaixo:

01. Land Of Confusion
02. Wasted Years
03. Special
04. Find Your Soul
05. The Tide
06. Big Machine
07. Let The Thunder Roll
08. Right From Wrong
09. Passage Of Time
10. I Came To Rock
11. King For One Day
12. Superman

FONTE: http://www.territoriodamusica.com/noticias/?c=30752

Avenged Sevenfold é confirmado como atração do Rock In Rio 2013

O site oficial do Rock in Rio anunciou nesta sexta-feira (07) a vinda da banda Avenged Sevenfold para a edição 2013 do festival. O grupo, que de acordo com a organização foi escolhido por causa dos inúmeros pedidos dos fãs nas redes sociais, se apresentará no dia 22 de setembro, mesmo dia em que se apresenta o Iron Maiden.

Esta será a quarta vez que o Avenged Sevenfold banda vem ao Brasil. A expectativa é que a banda apresente canções de seu novo álbum, com previsão de lançamento para o ano que vem.

O Rock in Rio 2013 será realizado de 13 a 15 e de 19 a 22 de setembro do ano que vem, na Cidade do Rock. No final de outubro, 80 mil ingressos antecipados (o Rock in Rio Card) foram colocados à venda e se esgotaram em menos de uma hora.

Entre as atrações confirmadas para a edição de 2013 do Rock in Rio estão Bruce Springsteen, Metallica, George Benson e Ivan Lins, Muse, Alice in Chains e Sepultura e Tambores du Bronx e Ben Harper.

FONTE: http://www.territoriodamusica.com/rockonline/noticias/?c=30758

Avenged Sevenfold é confirmado como atração do Rock In Rio 2013

O ator e músico Johnny Depp lançará um álbum duplo de músicas de piratas. A nova compilação de Depp contará com participações de diversos artistas, como Iggy Pop, Keith Richards, Patti Smith, Tom Waits e Courtney Love.

Chamado "Son of Rogue's Gallery: Pirate Ballads, Sea Songs and Chanteys", o CD duplo com baladas piratas será lançado no dia 18 de fevereiro de 2013. 

O trabalho ainda conta com Beth Orton, Shane MacGowan, Michael Stipe, Dr John, Marianne Faithfull e Broken Social Scene. Também participam do projeto o diretor Gore Verbinski e o produtor Hal Willner.

Confira a ‘tracklist’: 

CD 1
01. Shane MacGowan – "Leaving of Liverpool" [ft. Johnny Depp and Gore Verbinski]
02. Robyn Hitchcock – "Sam’s Gone Away"
03. Beth Orton – "River Come Down"
04. Sean Lennon – "Row Bullies Row" [ft. Jack Shit]
05. Tom Waits – "Shenandoah" [ft.Keith Richards]
06. Ivan Neville – "Mr Stormalong"
07. Iggy Pop – "Asshole Rules the Navy" [ft. A Hawk and a Hacksaw]
08. Macy Gray – "Off to Sea Once More"
09. Ed Harcourt – "The Ol’ OG"
10. Shilpa Ray – "Pirate Jenny" [ft. Nick Cave and Warren Ellis]
11. Patti Smith and Johnny Depp – "The Mermaid"
12. Chuck E Weiss – "Anthem for Old Souls"
13. Ed Pastorini – "Orange Claw Hammer"
14. The Americans – "Sweet and Low"
15. Robin Holcomb and Jessica Kenny – "Ye Mariners All"
16. Gavin Friday and Shannon McNally – "Tom’s Gone to Hilo"
17. Kenny Wollesen and The Himalayas Marching Band – "Bear Away"

CD 2

01. Frank Zappa and the Mothers of Invention – "Handsome Cabin Boy"
02. Michael Stipe and Courtney Love – "Rio Grande"
03. Marc Almond – "Ship in Distress"
04. Dr John – "In Lure of the Tropics"
05. Todd Rundgren – "Rolling Down to Old Maui"
06. Dan Zanes – "Jack Tar on Shore" [ft. Broken Social Scene]
07. Sissy Bounce (Katey Red and Big Freedia) – "Sally Racket" [ft. Akron/Family]
08. Broken Social Scene – "Wild Goose"
09. Marianne Faithfull – "Flandyke Shore" [ft. Kate and Anna McGarrigle]
10. Ricky Jay – "The Chantey of Noah and his Ark (Old School Song)"
11. Michael Gira – "Whiskey Johnny"
12. Petra Haden – "Sunshine Life for Me" [ft. Lenny Pickett]
13. Jenni Muldaur – "Row the Boat Child"
14. Richard Thompson – "General Taylor" [ft. Jack Shit]
15. Tim Robbins – "Marianne" [ft. Matthew Sweet and Susanna Hoffs]
16. Kembra Phaler – "Barnacle Bill the Sailor [ft. Antony, Joseph Arthur, and Foetus]
17. Angelica Huston – "Missus McGraw" [ft. The Weisberg Strings]
18. Iggy Pop and Elegant Too – "The Dreadnought"
19. Mary Margaret O’Hara – "Then Said the Captain to Me (Two Poems of the Sea)

FONTE: http://www.territoriodamusica.com/rockonline/noticias/?c=30757

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Brasil precisa fazer 'milagre' para virar potência econômica global, diz economista

Não é sempre que uma economista usa referências do mundo pop para ilustrar lições da área econômica. Mas foi na letra da canção "Hotel California", da banda The Eagles, que a professora Scheherazade Rehman, da Universidade George Washington, na capital americana, encontrou a metáfora ideal para o que chamou de "a caixa preta dos mercados emergentes".

"Você pode fazer o check-out (do hotel) quando quiser, mas nunca pode ir embora", diz a letra. Uma analogia, argumenta a professora, com a situação de países como o Brasil, que, apesar de já terem entrado no seleto rol de emergentes na economia mundial, tendem a permanecer para sempre "presos" ao seu restrito círculo de influência. Ou seja, nunca serão potências globais.

"O Brasil permanecerá uma superpotência econômica regional a menos que ocorra um milagre", escreveu a acadêmica em uma análise recente.

Recentemente, em um artigo sobre a chamada "nova ordem mundial" - uma economia global na qual os Estados Unidos terão de dividir a sua hegemonia -, ela avaliou os prospectos econômicos de alguns dos candidatos a superpotência mais citados pelos analistas: China, Índia, Brasil, Rússia, África do Sul, Turquia e União Europeia.

Em entrevista à BBC Brasil, Rehman comentou sobre as suas conclusões.

BBC Brasil: O que a sua análise diz sobre o Brasil?

Rehman: A baixa taxa de crescimento do Brasil (de 0,6% no terceiro trimestre) chocou a maioria dos analistas. Em 2013, acredito que veremos uma piora na Europa e nos EUA a recuperação continuará lenta. Isso não traz bons prospectos para outras economias do mundo, nem para o Brasil.

Nesse contexto, o modelo brasileiro, de estimular o consumo diante da desaceleração, não é mais sustentável. Os custos de financiamento, embora venham caindo, ainda são muito altos, há muita burocracia e o sistema tributário é muito complexo.

Minha principal preocupação no futuro é se haverá suficiente investimento produtivo disponível. Para de fato brilhar a partir de 2013, o Brasil precisa dobrar a sua taxa de investimentos, e não sei de onde vai tirar esse dinheiro.

BBC Brasil: Mesmo com a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016?

Rehman: Esses grandes eventos esportivos vão ser um atrativo, como foram para todos os países que os sediaram, mas e depois? Você precisa voltar às velhas questões básicas: quão competitivo é o país, quão qualificada é a mão de obra?

O Brasil de hoje não é o país de dez, nem sequer de cinco anos atrás. As mesmas políticas não vão funcionar. Agora, a educação, ciência e tecnologia cobram seu preço.

BBC Brasil: A Sra disse que o Brasil só se tornará uma potência econômica global se acontecer um "milagre". Por que acha que é tão difícil para o país conseguir isso?

Rehman: Porque acho que os problemas que o Brasil precisa resolver são muito, muito grandes e não podem ser consertados de um dia para o outro. Não são desequilíbrios macroeconômicos, são problemas sistêmicos e profundos.

Sim, há desenvolvimentos no campo da infraestrutura, mas o Brasil é um país enorme, com uma população diversa e localizada em certas áreas. Isso traz uma série de desafios para o transporte. Além do mais, o problema não é só de eficiência econômica: inclui também a pobreza e a desigualdade de renda, que estão ligados ao crime. É uma questão de elevar o nível da sociedade.

Veja a África do Sul, por exemplo: recebeu muitos investimentos para a Copa do Mundo, e os gerenciou muito bem, mas e agora? Como a África do Sul, o Brasil também tem uma grande parcela da população pobre vivendo em moradias carentes nas periferias das grandes cidades. Esses problemas levam décadas para serem consertados.

O país precisa de um plano mais amplo de desenvolvimento para além de 2016, e eu não estou vendo isso.

BBC Brasil: Desde que chegou ao poder, a presidente Dilma Rousseff anunciou planos para a infraestrutura, inovação e produtividade, e enquanto isso, mais pobres têm engrossado a classe média brasileira. A Sra acha que isso não é suficiente?

Rehman: Eu entendo a posição do governo, que está se concentrando exatamente onde é necessário, mas ainda precisa apagar incêndios para evitar uma desaceleração.

A questão é se o mundo vai continuar investindo na infraestrutura brasileira se não perceber um retorno rápido nos seus investimentos.

Os investidores não gostam de prazos longos. Você começa a falar em dez anos, e eles vão para outros lugares.

BBC Brasil: Por outro lado, o Brasil tem nota de investimento e em teoria deveria ser um lugar mais seguro que outros mercados mais lucrativos e menos estáveis.

Rehman: Sem dúvida, mas se a taxa de crescimento continuar a declinar significativamente, como tem ocorrido, os mercados podem virar as costas rapidamente. Uma das coisas que aprendemos com a crise financeira é que nenhum país está seguro.

Não quero ser pessimista, porque o Brasil tem um enorme potencial. Financeiramente, o país está saudável: a dívida pública é gerenciável e o país tem a nota de investimento. Enquanto os preços das commodities continuarem altos e a demanda na China não cair muito mais, tudo bem. E em algum momento os EUA vão se recuperar. Mas até quando essa dinâmica pode resistir?

Está cada vez mais difícil competir em um mundo que produz exportações mais baratas. E o Brasil não é mais a única fonte de muitos minerais: estamos extraindo cada vez mais recursos da África. Isso inclui alimentos: o Brasil até agora tem sido o gigante no campo da agricultura, mas com os investimentos sendo despejados na África ao sul do Saara, terá competidores.

BBC Brasil: Mas o Brasil já tem o sexto maior PIB do mundo, por que então já não somos uma potência econômica?

Rehman: Ter um grande PIB não basta para ser uma potência econômica. Se a renda per capita de um país é baixa, ou se a sua disparidade de renda é muito alta, esse país claramente tem problemas do ponto de vista da infraestrutura. Por exemplo, a economia do Brasil é maior que a do Reino Unido, mas a economia britânica está em uma posição muito diferente em termos de desenvolvimento. O Brasil é uma potência entre outros mercados emergentes, e certamente a potência dominante na América Latina, mas isso não garante um lugar à mesa das potências mundiais.

A questão fundamental é: será que o Brasil vai continuar sendo o país do futuro?

BBC Brasil: Muitos acham que o futuro chegou e que agora é o momento do Brasil.

Rehman: O povo brasileiro claramente está pronto para passar para o próximo estágio: a população está entusiasmada e confiante no futuro. O problema é que, em determinado momento, o desenvolvimento se torna um jogo político, e é aí onde a maioria dos países fica estancado.

Criar potências globais é um jogo muito difícil e sempre de longo prazo. Muitos, muitos países crescem por períodos limitados e depois murcham. A América Latina é particularmente inclinada para esses fenômenos.

O Brasil precisa ser honesto consigo mesmo e descortinar esses problemas. Isso vai tornar o país menos atraente? Talvez. Mas no longo prazo, é a melhor estratégia para resolvê-los. Quando os investidores estão interessados em você, você não quer mostrar o seu lado mais feio. Mas se não resolver esses problemas, um dia os investidores vão descobrir.

FONTE: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2012/12/07/brasil-precisa-fazer-milagre-para-virar-potencia-economica-global-diz-economista.jhtm

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Presidente egípcio cerca palácio com tanques e convoca oposição ao diálogo


O presidente do Egito, Mohamed Mursi, discursou nesta quinta-feira em rede nacional para convidar a oposição a dialogar, a partir de sábado (8), no palácio presidencial, na periferia do Cairo. A região do palácio tem sido o principal palco dos enfrentamentos entre manifestantes a favor e contra Mursi, nos últimos dias. Nesta noite, o confronto deixou cinco mortos e mais de cem feridos.
Durante o dia, tanques do Exército, veículos blindados e barricadas isolaram o palácio, e o Exército repetiu pedidos para que os manifestantes se mantivessem distantes.
No discurso, Mursi afirmou que as discussões com a oposição deverão ser centradas na elaboração de uma lei eleitoral e de um roteiro a se seguir após o referendo da nova Constituição, marcado para o próximo dia 15. "Respeitamos a liberdade de expressão pacífica, mas não permitiremos jamais que pessoas participem de assassinatos e atos de sabotagem", disse.
AFP
O presidente egípcio, Mohamed Mursi, durante pronunciamento em que pediu à oposição diálogo
O presidente egípcio, Mohamed Mursi, durante pronunciamento em que pediu à oposição diálogo
Ao menos um dos movimentos de oposição rejeitou, no entanto, a oferta de de diálogo e confirmou que estará presente no protesto contra o atual regime nesta sexta. O grupo chamado 6 de Abril, que teve um papel de destaque na deflagração da revolta contra Hosni Mubarak, fez o anúncio em sua página do Facebook, afirmando que o protesto desta sexta será um "cartão vermelho" para Mursi.
Pouco antes do pronunciamento do presidente, centenas de manifestantes tinham invadido e incendiado a sede da Irmandade Muçulmana no Cairo. Em seu site, o grupo, a quem Mursi é ligado, qualificou a ação de agressão terrorista". Não há informações sobre vítimas. De acordo com a agência oficial egípcia Mena, os manifestantes destruíram as vidraças e a mobília.
O ataque ocorreu a despeito de um cordão policial, e o secretário-geral da Irmandade, Mahmoud Hussein, responsabilizou o ministro do Interior, Ahmed Gamal.
Outros grupos ainda incendiaram o escritório do Partido Liberdade e Justiça (PLJ, braço político da Irmandade Muçulmana) no bairro de Zahara al Maadi, ao sul da capital, e assaltaram a sede do PLJ, no bairro de Kit Kat. Ontem (5), as sedes da Irmandade nas cidades de Ismailiya e Suez também foram incendiadas.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1197311-presidente-egipcio-cerca-palacio-com-tanques-e-convoca-oposicao-ao-dialogo.shtml

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