domingo, 9 de dezembro de 2012
Pink Cream 69 revela detalhes do novo álbum
A banda Pink Cream 69 anunciou o lançamento de seu 11º álbum de estúdio, “Ceremonial”, para o dia 25 de janeiro via Frontiers Records. O disco chegará junto com o primeiro videoclipe da banda, desde “Shame”, no entanto, o ‘single’ ainda não foi revelado.
O pink Cream 69 também informou que dará início a uma turnê, após o lançamento do álbum. Este ano, o baterista e membro original Kosta Zafiriou deixou a banda e foi substituído por Chris Schmidt.
Confira a ‘tracklist’ de “Ceremonial” abaixo:
01. Land Of Confusion
02. Wasted Years
03. Special
04. Find Your Soul
05. The Tide
06. Big Machine
07. Let The Thunder Roll
08. Right From Wrong
09. Passage Of Time
10. I Came To Rock
11. King For One Day
12. Superman
FONTE: http://www.territoriodamusica.com/noticias/?c=30752
Avenged Sevenfold é confirmado como atração do Rock In Rio 2013
O site oficial do Rock in Rio anunciou nesta sexta-feira (07) a vinda da banda Avenged Sevenfold para a edição 2013 do festival. O grupo, que de acordo com a organização foi escolhido por causa dos inúmeros pedidos dos fãs nas redes sociais, se apresentará no dia 22 de setembro, mesmo dia em que se apresenta o Iron Maiden.
Esta será a quarta vez que o Avenged Sevenfold banda vem ao Brasil. A expectativa é que a banda apresente canções de seu novo álbum, com previsão de lançamento para o ano que vem.
O Rock in Rio 2013 será realizado de 13 a 15 e de 19 a 22 de setembro do ano que vem, na Cidade do Rock. No final de outubro, 80 mil ingressos antecipados (o Rock in Rio Card) foram colocados à venda e se esgotaram em menos de uma hora.
Entre as atrações confirmadas para a edição de 2013 do Rock in Rio estão Bruce Springsteen, Metallica, George Benson e Ivan Lins, Muse, Alice in Chains e Sepultura e Tambores du Bronx e Ben Harper.
FONTE: http://www.territoriodamusica.com/rockonline/noticias/?c=30758
Esta será a quarta vez que o Avenged Sevenfold banda vem ao Brasil. A expectativa é que a banda apresente canções de seu novo álbum, com previsão de lançamento para o ano que vem.
O Rock in Rio 2013 será realizado de 13 a 15 e de 19 a 22 de setembro do ano que vem, na Cidade do Rock. No final de outubro, 80 mil ingressos antecipados (o Rock in Rio Card) foram colocados à venda e se esgotaram em menos de uma hora.
Entre as atrações confirmadas para a edição de 2013 do Rock in Rio estão Bruce Springsteen, Metallica, George Benson e Ivan Lins, Muse, Alice in Chains e Sepultura e Tambores du Bronx e Ben Harper.
FONTE: http://www.territoriodamusica.com/rockonline/noticias/?c=30758
Avenged Sevenfold é confirmado como atração do Rock In Rio 2013
O ator e músico Johnny Depp lançará um álbum duplo de músicas de piratas. A nova compilação de Depp contará com participações de diversos artistas, como Iggy Pop, Keith Richards, Patti Smith, Tom Waits e Courtney Love.
Chamado "Son of Rogue's Gallery: Pirate Ballads, Sea Songs and Chanteys", o CD duplo com baladas piratas será lançado no dia 18 de fevereiro de 2013.
O trabalho ainda conta com Beth Orton, Shane MacGowan, Michael Stipe, Dr John, Marianne Faithfull e Broken Social Scene. Também participam do projeto o diretor Gore Verbinski e o produtor Hal Willner.
Confira a ‘tracklist’:
CD 1
01. Shane MacGowan – "Leaving of Liverpool" [ft. Johnny Depp and Gore Verbinski]
02. Robyn Hitchcock – "Sam’s Gone Away"
03. Beth Orton – "River Come Down"
04. Sean Lennon – "Row Bullies Row" [ft. Jack Shit]
05. Tom Waits – "Shenandoah" [ft.Keith Richards]
06. Ivan Neville – "Mr Stormalong"
07. Iggy Pop – "Asshole Rules the Navy" [ft. A Hawk and a Hacksaw]
08. Macy Gray – "Off to Sea Once More"
09. Ed Harcourt – "The Ol’ OG"
10. Shilpa Ray – "Pirate Jenny" [ft. Nick Cave and Warren Ellis]
11. Patti Smith and Johnny Depp – "The Mermaid"
12. Chuck E Weiss – "Anthem for Old Souls"
13. Ed Pastorini – "Orange Claw Hammer"
14. The Americans – "Sweet and Low"
15. Robin Holcomb and Jessica Kenny – "Ye Mariners All"
16. Gavin Friday and Shannon McNally – "Tom’s Gone to Hilo"
17. Kenny Wollesen and The Himalayas Marching Band – "Bear Away"
CD 2
01. Frank Zappa and the Mothers of Invention – "Handsome Cabin Boy"
02. Michael Stipe and Courtney Love – "Rio Grande"
03. Marc Almond – "Ship in Distress"
04. Dr John – "In Lure of the Tropics"
05. Todd Rundgren – "Rolling Down to Old Maui"
06. Dan Zanes – "Jack Tar on Shore" [ft. Broken Social Scene]
07. Sissy Bounce (Katey Red and Big Freedia) – "Sally Racket" [ft. Akron/Family]
08. Broken Social Scene – "Wild Goose"
09. Marianne Faithfull – "Flandyke Shore" [ft. Kate and Anna McGarrigle]
10. Ricky Jay – "The Chantey of Noah and his Ark (Old School Song)"
11. Michael Gira – "Whiskey Johnny"
12. Petra Haden – "Sunshine Life for Me" [ft. Lenny Pickett]
13. Jenni Muldaur – "Row the Boat Child"
14. Richard Thompson – "General Taylor" [ft. Jack Shit]
15. Tim Robbins – "Marianne" [ft. Matthew Sweet and Susanna Hoffs]
16. Kembra Phaler – "Barnacle Bill the Sailor [ft. Antony, Joseph Arthur, and Foetus]
17. Angelica Huston – "Missus McGraw" [ft. The Weisberg Strings]
18. Iggy Pop and Elegant Too – "The Dreadnought"
19. Mary Margaret O’Hara – "Then Said the Captain to Me (Two Poems of the Sea)
FONTE: http://www.territoriodamusica.com/rockonline/noticias/?c=30757
Chamado "Son of Rogue's Gallery: Pirate Ballads, Sea Songs and Chanteys", o CD duplo com baladas piratas será lançado no dia 18 de fevereiro de 2013.
O trabalho ainda conta com Beth Orton, Shane MacGowan, Michael Stipe, Dr John, Marianne Faithfull e Broken Social Scene. Também participam do projeto o diretor Gore Verbinski e o produtor Hal Willner.
Confira a ‘tracklist’:
CD 1
01. Shane MacGowan – "Leaving of Liverpool" [ft. Johnny Depp and Gore Verbinski]
02. Robyn Hitchcock – "Sam’s Gone Away"
03. Beth Orton – "River Come Down"
04. Sean Lennon – "Row Bullies Row" [ft. Jack Shit]
05. Tom Waits – "Shenandoah" [ft.Keith Richards]
06. Ivan Neville – "Mr Stormalong"
07. Iggy Pop – "Asshole Rules the Navy" [ft. A Hawk and a Hacksaw]
08. Macy Gray – "Off to Sea Once More"
09. Ed Harcourt – "The Ol’ OG"
10. Shilpa Ray – "Pirate Jenny" [ft. Nick Cave and Warren Ellis]
11. Patti Smith and Johnny Depp – "The Mermaid"
12. Chuck E Weiss – "Anthem for Old Souls"
13. Ed Pastorini – "Orange Claw Hammer"
14. The Americans – "Sweet and Low"
15. Robin Holcomb and Jessica Kenny – "Ye Mariners All"
16. Gavin Friday and Shannon McNally – "Tom’s Gone to Hilo"
17. Kenny Wollesen and The Himalayas Marching Band – "Bear Away"
CD 2
01. Frank Zappa and the Mothers of Invention – "Handsome Cabin Boy"
02. Michael Stipe and Courtney Love – "Rio Grande"
03. Marc Almond – "Ship in Distress"
04. Dr John – "In Lure of the Tropics"
05. Todd Rundgren – "Rolling Down to Old Maui"
06. Dan Zanes – "Jack Tar on Shore" [ft. Broken Social Scene]
07. Sissy Bounce (Katey Red and Big Freedia) – "Sally Racket" [ft. Akron/Family]
08. Broken Social Scene – "Wild Goose"
09. Marianne Faithfull – "Flandyke Shore" [ft. Kate and Anna McGarrigle]
10. Ricky Jay – "The Chantey of Noah and his Ark (Old School Song)"
11. Michael Gira – "Whiskey Johnny"
12. Petra Haden – "Sunshine Life for Me" [ft. Lenny Pickett]
13. Jenni Muldaur – "Row the Boat Child"
14. Richard Thompson – "General Taylor" [ft. Jack Shit]
15. Tim Robbins – "Marianne" [ft. Matthew Sweet and Susanna Hoffs]
16. Kembra Phaler – "Barnacle Bill the Sailor [ft. Antony, Joseph Arthur, and Foetus]
17. Angelica Huston – "Missus McGraw" [ft. The Weisberg Strings]
18. Iggy Pop and Elegant Too – "The Dreadnought"
19. Mary Margaret O’Hara – "Then Said the Captain to Me (Two Poems of the Sea)
FONTE: http://www.territoriodamusica.com/rockonline/noticias/?c=30757
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Brasil precisa fazer 'milagre' para virar potência econômica global, diz economista
Não é sempre que uma economista usa referências do mundo pop para ilustrar lições da área econômica. Mas foi na letra da canção "Hotel California", da banda The Eagles, que a professora Scheherazade Rehman, da Universidade George Washington, na capital americana, encontrou a metáfora ideal para o que chamou de "a caixa preta dos mercados emergentes".
"Você pode fazer o check-out (do hotel) quando quiser, mas nunca pode ir embora", diz a letra. Uma analogia, argumenta a professora, com a situação de países como o Brasil, que, apesar de já terem entrado no seleto rol de emergentes na economia mundial, tendem a permanecer para sempre "presos" ao seu restrito círculo de influência. Ou seja, nunca serão potências globais.
"O Brasil permanecerá uma superpotência econômica regional a menos que ocorra um milagre", escreveu a acadêmica em uma análise recente.
Recentemente, em um artigo sobre a chamada "nova ordem mundial" - uma economia global na qual os Estados Unidos terão de dividir a sua hegemonia -, ela avaliou os prospectos econômicos de alguns dos candidatos a superpotência mais citados pelos analistas: China, Índia, Brasil, Rússia, África do Sul, Turquia e União Europeia.
Em entrevista à BBC Brasil, Rehman comentou sobre as suas conclusões.
BBC Brasil: O que a sua análise diz sobre o Brasil?
Rehman: A baixa taxa de crescimento do Brasil (de 0,6% no terceiro trimestre) chocou a maioria dos analistas. Em 2013, acredito que veremos uma piora na Europa e nos EUA a recuperação continuará lenta. Isso não traz bons prospectos para outras economias do mundo, nem para o Brasil.
Nesse contexto, o modelo brasileiro, de estimular o consumo diante da desaceleração, não é mais sustentável. Os custos de financiamento, embora venham caindo, ainda são muito altos, há muita burocracia e o sistema tributário é muito complexo.
Minha principal preocupação no futuro é se haverá suficiente investimento produtivo disponível. Para de fato brilhar a partir de 2013, o Brasil precisa dobrar a sua taxa de investimentos, e não sei de onde vai tirar esse dinheiro.
BBC Brasil: Mesmo com a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016?
Rehman: Esses grandes eventos esportivos vão ser um atrativo, como foram para todos os países que os sediaram, mas e depois? Você precisa voltar às velhas questões básicas: quão competitivo é o país, quão qualificada é a mão de obra?
O Brasil de hoje não é o país de dez, nem sequer de cinco anos atrás. As mesmas políticas não vão funcionar. Agora, a educação, ciência e tecnologia cobram seu preço.
BBC Brasil: A Sra disse que o Brasil só se tornará uma potência econômica global se acontecer um "milagre". Por que acha que é tão difícil para o país conseguir isso?
Rehman: Porque acho que os problemas que o Brasil precisa resolver são muito, muito grandes e não podem ser consertados de um dia para o outro. Não são desequilíbrios macroeconômicos, são problemas sistêmicos e profundos.
Sim, há desenvolvimentos no campo da infraestrutura, mas o Brasil é um país enorme, com uma população diversa e localizada em certas áreas. Isso traz uma série de desafios para o transporte. Além do mais, o problema não é só de eficiência econômica: inclui também a pobreza e a desigualdade de renda, que estão ligados ao crime. É uma questão de elevar o nível da sociedade.
Veja a África do Sul, por exemplo: recebeu muitos investimentos para a Copa do Mundo, e os gerenciou muito bem, mas e agora? Como a África do Sul, o Brasil também tem uma grande parcela da população pobre vivendo em moradias carentes nas periferias das grandes cidades. Esses problemas levam décadas para serem consertados.
O país precisa de um plano mais amplo de desenvolvimento para além de 2016, e eu não estou vendo isso.
BBC Brasil: Desde que chegou ao poder, a presidente Dilma Rousseff anunciou planos para a infraestrutura, inovação e produtividade, e enquanto isso, mais pobres têm engrossado a classe média brasileira. A Sra acha que isso não é suficiente?
Rehman: Eu entendo a posição do governo, que está se concentrando exatamente onde é necessário, mas ainda precisa apagar incêndios para evitar uma desaceleração.
A questão é se o mundo vai continuar investindo na infraestrutura brasileira se não perceber um retorno rápido nos seus investimentos.
Os investidores não gostam de prazos longos. Você começa a falar em dez anos, e eles vão para outros lugares.
BBC Brasil: Por outro lado, o Brasil tem nota de investimento e em teoria deveria ser um lugar mais seguro que outros mercados mais lucrativos e menos estáveis.
Rehman: Sem dúvida, mas se a taxa de crescimento continuar a declinar significativamente, como tem ocorrido, os mercados podem virar as costas rapidamente. Uma das coisas que aprendemos com a crise financeira é que nenhum país está seguro.
Não quero ser pessimista, porque o Brasil tem um enorme potencial. Financeiramente, o país está saudável: a dívida pública é gerenciável e o país tem a nota de investimento. Enquanto os preços das commodities continuarem altos e a demanda na China não cair muito mais, tudo bem. E em algum momento os EUA vão se recuperar. Mas até quando essa dinâmica pode resistir?
Está cada vez mais difícil competir em um mundo que produz exportações mais baratas. E o Brasil não é mais a única fonte de muitos minerais: estamos extraindo cada vez mais recursos da África. Isso inclui alimentos: o Brasil até agora tem sido o gigante no campo da agricultura, mas com os investimentos sendo despejados na África ao sul do Saara, terá competidores.
BBC Brasil: Mas o Brasil já tem o sexto maior PIB do mundo, por que então já não somos uma potência econômica?
Rehman: Ter um grande PIB não basta para ser uma potência econômica. Se a renda per capita de um país é baixa, ou se a sua disparidade de renda é muito alta, esse país claramente tem problemas do ponto de vista da infraestrutura. Por exemplo, a economia do Brasil é maior que a do Reino Unido, mas a economia britânica está em uma posição muito diferente em termos de desenvolvimento. O Brasil é uma potência entre outros mercados emergentes, e certamente a potência dominante na América Latina, mas isso não garante um lugar à mesa das potências mundiais.
A questão fundamental é: será que o Brasil vai continuar sendo o país do futuro?
BBC Brasil: Muitos acham que o futuro chegou e que agora é o momento do Brasil.
Rehman: O povo brasileiro claramente está pronto para passar para o próximo estágio: a população está entusiasmada e confiante no futuro. O problema é que, em determinado momento, o desenvolvimento se torna um jogo político, e é aí onde a maioria dos países fica estancado.
Criar potências globais é um jogo muito difícil e sempre de longo prazo. Muitos, muitos países crescem por períodos limitados e depois murcham. A América Latina é particularmente inclinada para esses fenômenos.
O Brasil precisa ser honesto consigo mesmo e descortinar esses problemas. Isso vai tornar o país menos atraente? Talvez. Mas no longo prazo, é a melhor estratégia para resolvê-los. Quando os investidores estão interessados em você, você não quer mostrar o seu lado mais feio. Mas se não resolver esses problemas, um dia os investidores vão descobrir.
FONTE: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2012/12/07/brasil-precisa-fazer-milagre-para-virar-potencia-economica-global-diz-economista.jhtm
"Você pode fazer o check-out (do hotel) quando quiser, mas nunca pode ir embora", diz a letra. Uma analogia, argumenta a professora, com a situação de países como o Brasil, que, apesar de já terem entrado no seleto rol de emergentes na economia mundial, tendem a permanecer para sempre "presos" ao seu restrito círculo de influência. Ou seja, nunca serão potências globais.
"O Brasil permanecerá uma superpotência econômica regional a menos que ocorra um milagre", escreveu a acadêmica em uma análise recente.
Recentemente, em um artigo sobre a chamada "nova ordem mundial" - uma economia global na qual os Estados Unidos terão de dividir a sua hegemonia -, ela avaliou os prospectos econômicos de alguns dos candidatos a superpotência mais citados pelos analistas: China, Índia, Brasil, Rússia, África do Sul, Turquia e União Europeia.
Em entrevista à BBC Brasil, Rehman comentou sobre as suas conclusões.
BBC Brasil: O que a sua análise diz sobre o Brasil?
Rehman: A baixa taxa de crescimento do Brasil (de 0,6% no terceiro trimestre) chocou a maioria dos analistas. Em 2013, acredito que veremos uma piora na Europa e nos EUA a recuperação continuará lenta. Isso não traz bons prospectos para outras economias do mundo, nem para o Brasil.
Nesse contexto, o modelo brasileiro, de estimular o consumo diante da desaceleração, não é mais sustentável. Os custos de financiamento, embora venham caindo, ainda são muito altos, há muita burocracia e o sistema tributário é muito complexo.
Minha principal preocupação no futuro é se haverá suficiente investimento produtivo disponível. Para de fato brilhar a partir de 2013, o Brasil precisa dobrar a sua taxa de investimentos, e não sei de onde vai tirar esse dinheiro.
BBC Brasil: Mesmo com a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016?
Rehman: Esses grandes eventos esportivos vão ser um atrativo, como foram para todos os países que os sediaram, mas e depois? Você precisa voltar às velhas questões básicas: quão competitivo é o país, quão qualificada é a mão de obra?
O Brasil de hoje não é o país de dez, nem sequer de cinco anos atrás. As mesmas políticas não vão funcionar. Agora, a educação, ciência e tecnologia cobram seu preço.
BBC Brasil: A Sra disse que o Brasil só se tornará uma potência econômica global se acontecer um "milagre". Por que acha que é tão difícil para o país conseguir isso?
Rehman: Porque acho que os problemas que o Brasil precisa resolver são muito, muito grandes e não podem ser consertados de um dia para o outro. Não são desequilíbrios macroeconômicos, são problemas sistêmicos e profundos.
Sim, há desenvolvimentos no campo da infraestrutura, mas o Brasil é um país enorme, com uma população diversa e localizada em certas áreas. Isso traz uma série de desafios para o transporte. Além do mais, o problema não é só de eficiência econômica: inclui também a pobreza e a desigualdade de renda, que estão ligados ao crime. É uma questão de elevar o nível da sociedade.
Veja a África do Sul, por exemplo: recebeu muitos investimentos para a Copa do Mundo, e os gerenciou muito bem, mas e agora? Como a África do Sul, o Brasil também tem uma grande parcela da população pobre vivendo em moradias carentes nas periferias das grandes cidades. Esses problemas levam décadas para serem consertados.
O país precisa de um plano mais amplo de desenvolvimento para além de 2016, e eu não estou vendo isso.
BBC Brasil: Desde que chegou ao poder, a presidente Dilma Rousseff anunciou planos para a infraestrutura, inovação e produtividade, e enquanto isso, mais pobres têm engrossado a classe média brasileira. A Sra acha que isso não é suficiente?
Rehman: Eu entendo a posição do governo, que está se concentrando exatamente onde é necessário, mas ainda precisa apagar incêndios para evitar uma desaceleração.
A questão é se o mundo vai continuar investindo na infraestrutura brasileira se não perceber um retorno rápido nos seus investimentos.
Os investidores não gostam de prazos longos. Você começa a falar em dez anos, e eles vão para outros lugares.
BBC Brasil: Por outro lado, o Brasil tem nota de investimento e em teoria deveria ser um lugar mais seguro que outros mercados mais lucrativos e menos estáveis.
Rehman: Sem dúvida, mas se a taxa de crescimento continuar a declinar significativamente, como tem ocorrido, os mercados podem virar as costas rapidamente. Uma das coisas que aprendemos com a crise financeira é que nenhum país está seguro.
Não quero ser pessimista, porque o Brasil tem um enorme potencial. Financeiramente, o país está saudável: a dívida pública é gerenciável e o país tem a nota de investimento. Enquanto os preços das commodities continuarem altos e a demanda na China não cair muito mais, tudo bem. E em algum momento os EUA vão se recuperar. Mas até quando essa dinâmica pode resistir?
Está cada vez mais difícil competir em um mundo que produz exportações mais baratas. E o Brasil não é mais a única fonte de muitos minerais: estamos extraindo cada vez mais recursos da África. Isso inclui alimentos: o Brasil até agora tem sido o gigante no campo da agricultura, mas com os investimentos sendo despejados na África ao sul do Saara, terá competidores.
BBC Brasil: Mas o Brasil já tem o sexto maior PIB do mundo, por que então já não somos uma potência econômica?
Rehman: Ter um grande PIB não basta para ser uma potência econômica. Se a renda per capita de um país é baixa, ou se a sua disparidade de renda é muito alta, esse país claramente tem problemas do ponto de vista da infraestrutura. Por exemplo, a economia do Brasil é maior que a do Reino Unido, mas a economia britânica está em uma posição muito diferente em termos de desenvolvimento. O Brasil é uma potência entre outros mercados emergentes, e certamente a potência dominante na América Latina, mas isso não garante um lugar à mesa das potências mundiais.
A questão fundamental é: será que o Brasil vai continuar sendo o país do futuro?
BBC Brasil: Muitos acham que o futuro chegou e que agora é o momento do Brasil.
Rehman: O povo brasileiro claramente está pronto para passar para o próximo estágio: a população está entusiasmada e confiante no futuro. O problema é que, em determinado momento, o desenvolvimento se torna um jogo político, e é aí onde a maioria dos países fica estancado.
Criar potências globais é um jogo muito difícil e sempre de longo prazo. Muitos, muitos países crescem por períodos limitados e depois murcham. A América Latina é particularmente inclinada para esses fenômenos.
O Brasil precisa ser honesto consigo mesmo e descortinar esses problemas. Isso vai tornar o país menos atraente? Talvez. Mas no longo prazo, é a melhor estratégia para resolvê-los. Quando os investidores estão interessados em você, você não quer mostrar o seu lado mais feio. Mas se não resolver esses problemas, um dia os investidores vão descobrir.
FONTE: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2012/12/07/brasil-precisa-fazer-milagre-para-virar-potencia-economica-global-diz-economista.jhtm
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Presidente egípcio cerca palácio com tanques e convoca oposição ao diálogo
O presidente do Egito, Mohamed Mursi, discursou nesta quinta-feira em rede nacional para convidar a oposição a dialogar, a partir de sábado (8), no palácio presidencial, na periferia do Cairo. A região do palácio tem sido o principal palco dos enfrentamentos entre manifestantes a favor e contra Mursi, nos últimos dias. Nesta noite, o confronto deixou cinco mortos e mais de cem feridos.
Durante o dia, tanques do Exército, veículos blindados e barricadas isolaram o palácio, e o Exército repetiu pedidos para que os manifestantes se mantivessem distantes.
No discurso, Mursi afirmou que as discussões com a oposição deverão ser centradas na elaboração de uma lei eleitoral e de um roteiro a se seguir após o referendo da nova Constituição, marcado para o próximo dia 15. "Respeitamos a liberdade de expressão pacífica, mas não permitiremos jamais que pessoas participem de assassinatos e atos de sabotagem", disse.
| AFP | ||
| O presidente egípcio, Mohamed Mursi, durante pronunciamento em que pediu à oposição diálogo |
Ao menos um dos movimentos de oposição rejeitou, no entanto, a oferta de de diálogo e confirmou que estará presente no protesto contra o atual regime nesta sexta. O grupo chamado 6 de Abril, que teve um papel de destaque na deflagração da revolta contra Hosni Mubarak, fez o anúncio em sua página do Facebook, afirmando que o protesto desta sexta será um "cartão vermelho" para Mursi.
Pouco antes do pronunciamento do presidente, centenas de manifestantes tinham invadido e incendiado a sede da Irmandade Muçulmana no Cairo. Em seu site, o grupo, a quem Mursi é ligado, qualificou a ação de agressão terrorista". Não há informações sobre vítimas. De acordo com a agência oficial egípcia Mena, os manifestantes destruíram as vidraças e a mobília.
O ataque ocorreu a despeito de um cordão policial, e o secretário-geral da Irmandade, Mahmoud Hussein, responsabilizou o ministro do Interior, Ahmed Gamal.
Outros grupos ainda incendiaram o escritório do Partido Liberdade e Justiça (PLJ, braço político da Irmandade Muçulmana) no bairro de Zahara al Maadi, ao sul da capital, e assaltaram a sede do PLJ, no bairro de Kit Kat. Ontem (5), as sedes da Irmandade nas cidades de Ismailiya e Suez também foram incendiadas.
FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1197311-presidente-egipcio-cerca-palacio-com-tanques-e-convoca-oposicao-ao-dialogo.shtml
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Egito: 2 pessoas morrem em confrontos próximos ao palácio presidencial
Cairo, 5 dez (EFE).- Duas pessoas, um homem e uma mulher, morreram nesta quarta-feira nos confrontos entre seguidores do presidente egípcio, Mohammed Mursi, e opositores em torno do palácio presidencial no Cairo, informaram à Agência Efe fontes da segurança egípcia.
As vítimas morreram atingidas por tiros e fazem parte do grupo de manifestantes contra Mursi, segundo as fontes, que acrescentaram que outras 30 pessoas ficaram feridas.
No entanto, um ex-deputado do Partido Liberdade e Justiça (PLJ), braço político da Irmandade Muçulmana, que Mursi liderou antes de assumir a presidência, disse à agência oficial "Mena" que o jovem falecido é membro dessa formação.
Uma rua próxima ao palácio foi o local onde começaram os confrontos entre ambos bandos, que derivaram em uma batalha campal na qual foram lançados coquetéis molotov, pedras e garrafas.
A essa área do bairro de Heliópolis chegaram as forças antidistúrbios para separar os partidários e detratores de Mursi, que também se enfrentaram corpo a corpo.
Grupos de pessoas retiraram os feridos em macas para serem atendidos nas ambulâncias posicionadas nos arredores do palácio.
Os coquetéis molotov causaram, além disso, pequenos incêndios nas ruas próximas ao palácio, para onde se deslocaram caminhões de bombeiros para apagar as chamas.
Segundo a Agência Efe pôde comprovar, nas ruas próximas ao palácio estavam postados grupos de dezenas de jovens, sem a presença da polícia, enquanto em uma avenida próxima cerca de 100 pessoas tentavam formar um cordão humano.
As fontes de segurança asseguraram que os choques continuam, embora parte dos opositores ao presidente tenha recuado para uma praça próxima ao palácio.
FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2012/12/05/egito-2-pessoas-morrem-em-confrontos-proximos-ao-palacio-presidencial.htm
As vítimas morreram atingidas por tiros e fazem parte do grupo de manifestantes contra Mursi, segundo as fontes, que acrescentaram que outras 30 pessoas ficaram feridas.
No entanto, um ex-deputado do Partido Liberdade e Justiça (PLJ), braço político da Irmandade Muçulmana, que Mursi liderou antes de assumir a presidência, disse à agência oficial "Mena" que o jovem falecido é membro dessa formação.
Uma rua próxima ao palácio foi o local onde começaram os confrontos entre ambos bandos, que derivaram em uma batalha campal na qual foram lançados coquetéis molotov, pedras e garrafas.
A essa área do bairro de Heliópolis chegaram as forças antidistúrbios para separar os partidários e detratores de Mursi, que também se enfrentaram corpo a corpo.
Grupos de pessoas retiraram os feridos em macas para serem atendidos nas ambulâncias posicionadas nos arredores do palácio.
Os coquetéis molotov causaram, além disso, pequenos incêndios nas ruas próximas ao palácio, para onde se deslocaram caminhões de bombeiros para apagar as chamas.
Segundo a Agência Efe pôde comprovar, nas ruas próximas ao palácio estavam postados grupos de dezenas de jovens, sem a presença da polícia, enquanto em uma avenida próxima cerca de 100 pessoas tentavam formar um cordão humano.
As fontes de segurança asseguraram que os choques continuam, embora parte dos opositores ao presidente tenha recuado para uma praça próxima ao palácio.
FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2012/12/05/egito-2-pessoas-morrem-em-confrontos-proximos-ao-palacio-presidencial.htm
Dilma lamenta morte de Niemeyer e diz que "Brasil perdeu um de seus gênios"
Rio de Janeiro, 5 dez (EFE).- A presidente Dilma Rousseff lamentou nesta quarta-feira a morte do arquiteto Oscar Niemeyer, a quem definiu como "revolucionário", e disse que o "Brasil perdeu hoje um dos seus gênios".
"A sua história não cabe nas pranchetas. Niemeyer foi um revolucionário, o mentor de uma nova arquitetura, bonita, lógica e, como ele mesmo definia, inventiva", afirmou Dilma em comunicado divulgado pelo Palácio do Planalto;
Niemeyer morreu na noite desta quinta-feira aos 104 anos de idade no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, onde estava internado desde 2 de novembro devido a problema digestivos.
"Da sinuosidade da curva, Niemeyer desenhou casas, palácios e cidades. Das injustiças do mundo, ele sonhou uma sociedade igualitária", acrescentou a governante em sua mensagem.
Dilma não economizou nos elogios à figura do arquiteto, chamado por ela de "grande brasileiro". "Poucos sonharam tão intensamente e fizeram tantas coisas acontecer como ele", disse a presidente, que lembrou o fato de Niemeyer, ao lado de Lúcio Costa, ter sido o "autor intelectual de Brasília".
"É dia de chorar sua morte. É dia de saudar sua vida", concluiu a nota da presidente. A morte do arquiteto também foi lamentada pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que o definiu como "um gênio da arquitetura mundial".
FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2012/12/06/dilma-lamenta-morte-de-niemeyer-e-diz-que-brasil-perdeu-um-de-seus-genios.htm
"A sua história não cabe nas pranchetas. Niemeyer foi um revolucionário, o mentor de uma nova arquitetura, bonita, lógica e, como ele mesmo definia, inventiva", afirmou Dilma em comunicado divulgado pelo Palácio do Planalto;
Niemeyer morreu na noite desta quinta-feira aos 104 anos de idade no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, onde estava internado desde 2 de novembro devido a problema digestivos.
"Da sinuosidade da curva, Niemeyer desenhou casas, palácios e cidades. Das injustiças do mundo, ele sonhou uma sociedade igualitária", acrescentou a governante em sua mensagem.
Dilma não economizou nos elogios à figura do arquiteto, chamado por ela de "grande brasileiro". "Poucos sonharam tão intensamente e fizeram tantas coisas acontecer como ele", disse a presidente, que lembrou o fato de Niemeyer, ao lado de Lúcio Costa, ter sido o "autor intelectual de Brasília".
"É dia de chorar sua morte. É dia de saudar sua vida", concluiu a nota da presidente. A morte do arquiteto também foi lamentada pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que o definiu como "um gênio da arquitetura mundial".
FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2012/12/06/dilma-lamenta-morte-de-niemeyer-e-diz-que-brasil-perdeu-um-de-seus-genios.htm
Egito: 2 pessoas morrem em confrontos próximos ao palácio presidencial
Cairo, 5 dez (EFE).- Duas pessoas, um homem e uma mulher, morreram nesta quarta-feira nos confrontos entre seguidores do presidente egípcio, Mohammed Mursi, e opositores em torno do palácio presidencial no Cairo, informaram à Agência Efe fontes da segurança egípcia.
As vítimas morreram atingidas por tiros e fazem parte do grupo de manifestantes contra Mursi, segundo as fontes, que acrescentaram que outras 30 pessoas ficaram feridas.
No entanto, um ex-deputado do Partido Liberdade e Justiça (PLJ), braço político da Irmandade Muçulmana, que Mursi liderou antes de assumir a presidência, disse à agência oficial "Mena" que o jovem falecido é membro dessa formação.
Uma rua próxima ao palácio foi o local onde começaram os confrontos entre ambos bandos, que derivaram em uma batalha campal na qual foram lançados coquetéis molotov, pedras e garrafas.
A essa área do bairro de Heliópolis chegaram as forças antidistúrbios para separar os partidários e detratores de Mursi, que também se enfrentaram corpo a corpo.
Grupos de pessoas retiraram os feridos em macas para serem atendidos nas ambulâncias posicionadas nos arredores do palácio.
Os coquetéis molotov causaram, além disso, pequenos incêndios nas ruas próximas ao palácio, para onde se deslocaram caminhões de bombeiros para apagar as chamas.
Segundo a Agência Efe pôde comprovar, nas ruas próximas ao palácio estavam postados grupos de dezenas de jovens, sem a presença da polícia, enquanto em uma avenida próxima cerca de 100 pessoas tentavam formar um cordão humano.
As fontes de segurança asseguraram que os choques continuam, embora parte dos opositores ao presidente tenha recuado para uma praça próxima ao palácio.
FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2012/12/05/egito-2-pessoas-morrem-em-confrontos-proximos-ao-palacio-presidencial.htm
As vítimas morreram atingidas por tiros e fazem parte do grupo de manifestantes contra Mursi, segundo as fontes, que acrescentaram que outras 30 pessoas ficaram feridas.
No entanto, um ex-deputado do Partido Liberdade e Justiça (PLJ), braço político da Irmandade Muçulmana, que Mursi liderou antes de assumir a presidência, disse à agência oficial "Mena" que o jovem falecido é membro dessa formação.
Uma rua próxima ao palácio foi o local onde começaram os confrontos entre ambos bandos, que derivaram em uma batalha campal na qual foram lançados coquetéis molotov, pedras e garrafas.
A essa área do bairro de Heliópolis chegaram as forças antidistúrbios para separar os partidários e detratores de Mursi, que também se enfrentaram corpo a corpo.
Grupos de pessoas retiraram os feridos em macas para serem atendidos nas ambulâncias posicionadas nos arredores do palácio.
Os coquetéis molotov causaram, além disso, pequenos incêndios nas ruas próximas ao palácio, para onde se deslocaram caminhões de bombeiros para apagar as chamas.
Segundo a Agência Efe pôde comprovar, nas ruas próximas ao palácio estavam postados grupos de dezenas de jovens, sem a presença da polícia, enquanto em uma avenida próxima cerca de 100 pessoas tentavam formar um cordão humano.
As fontes de segurança asseguraram que os choques continuam, embora parte dos opositores ao presidente tenha recuado para uma praça próxima ao palácio.
FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2012/12/05/egito-2-pessoas-morrem-em-confrontos-proximos-ao-palacio-presidencial.htm
EUA estão cientes de ofertas de asilo a Assad, diz Departamento de Estado
Os Estados Unidos estão cientes das ofertas informais de asilo ao contestado presidente sírio, Bashar al-Assad, por parte de vários países, informou nesta quarta-feira (5) o porta-voz do departamento de Estado Mark Toner, ao ser consultado sobre supostas propostas da América Latina.
"Sabemos que alguns países, tanto da região como de outras partes, têm oferecido asilo a Assad e a sua família caso decidam abandonar a Síria", disse Toner. "Mas, nesta altura, não temos conhecimento formal de ofertas concretas, apenas sabemos que há alguns oferecimentos informais."
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As especulações sobre um eventual asilo de Assad surgem após a viagem a Cuba do vice-ministro sírio das Relações Exteriores, Fayssal Mekdad, que entregou uma mensagem do presidente sírio ao líder cubano, Raúl Castro, segundo a agência oficial cubana Prensa Latina.
Mekdad também viajou a Venezuela, Nicarágua e Equador, cujos governos têm estreitas relações com Havana.
Os rumores sobre o asilo de Assad ocorrem em meio à intensificação dos combates nos subúrbios de Damasco e a advertências de Washington contra o uso de armas químicas por parte do regime sírio
FONTE: http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2012/12/eua-estao-cientes-de-ofertas-de-asilo-assad-diz-departamento-de-estado.html
Número de mortos em meio a crise política chega a 4 na capital do Egito
Os violentos confrontos entre opositores e partidários do presidente do Egito, Mohamed Morsi, deixaram pelo menos 4 mortos e 350 feridos até a madrugada desta quinta-feira (6), em meio a disparos de armas de fogo e coquetéis molotov lançados na zona do Palácio Presidencial no Cairo, aprofundando a crise política no país.
Três manifestantes foram mortos por disparos de armas de fogo na região do Palácio, no bairro de Heliópolis, informou na madrugada desta quinta-feira o chefe dos serviços de segurança, Mohamed Soltane.
A quarta vítima morreu no hospital Machiyet el-Bakri após receber um disparo de escopeta no peito, segundo o diretor do centro médico, citado pela agência oficial Mena.
Os manifestantes de ambos os lados permanecem na zona do Palácio Presidencial, apesar dos apelos do primeiro-ministro, Hicham Qandil, e da Irmandade Muçulmana, grupo ligado a Morsi.
A polícia de choque conseguiu estabelecer um cordão de isolamento entre os manifestantes dos dois lados diante do Palácio Presidencial, mas os confrontos prosseguem nas ruas adjacentes.
Milhares de partidários de Morsi haviam expulsado mais cedo os opositores que estavam diante do Palácio Presidencial, no segundo dia de manifestações sem precedentes desde a revolta de 2011 que derrubou Hosni Mubarak, mas a multidão contrária ao presidente retornou ao local .
Os partidários do presidente islamita, convocados a se manifestar pela Irmandade Muçulmana, jogaram pedras e obrigaram os opositores a abandonar o lugar, após a oposição mobilizar milhares de pessoas na terça-feira em frente ao Palácio, no bairro de Heliópolis, para denunciar a ampliação dos poderes de Mursi e o referendo sobre o projeto de Constituição.
Mohamed ElBaradei, chefe da Frente de Salvação Nacional (FSN), culpou Morsi pelas hostilidades desta quarta-feira e disse que "o regime perde legitimidade dia após dia".
"Não participaremos de nenhum diálogo enquanto não for anulada a declaração constitucional (...). A revolução não foi feita para isso, foi feita por princípios, pela liberdade e pela democracia", disse ElBaradei, referindo-se à revolta popular que pôs fim ao regime de Hosni Mubarak em fevereiro de 2011.
"O presidente Morsi tem que ouvir ao povo, que tem uma voz clara e forte. Não há legitimidade na exclusão da maioria do povo, não há legitimidade no fato de deixar um grupo dominar o povo egípcio', destacou ElBaradei, ex-diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e prêmio Nobel da Paz.
Em Bruxelas, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, considerou que os "distúrbios que acontecem atualmente demonstram a necessidade urgente de um diálogo" entre as partes rivais.
Até então, os dois lados haviam se manifestado em locais e momentos diferentes, a dez dias de um polêmico referendo sobre o novo projeto de Constituição, que exacerbou as divisões no Egito.
Nesta tarde, o vice-presidente egípcio, Mahmud Mekki, anunciou que o referendo previsto para o dia 15 de dezembro será mantido, apesar dos protestos.
A consulta será realizada "na data prevista", afirmou Mekki à imprensa. Ele pediu que a oposição deixe por escrito as suas críticas para que possam ser examinadas.
Os manifestantes que exigem a saída de Mursi haviam derrubado as grades de proteção instaladas em torno do prédio, e a polícia de choque tentou dispersar os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo, mas não conseguiu.
Centenas dentre eles pernoitaram em frente ao palácio Ittihadiya, que estava com seus muros cobertos com pichações anti-Morsi.
No entanto, o presidente voltou para o local nesta manhã para trabalhar, segundo um de seus conselheiros.
As manifestações de terça são as maiores de uma série de protestos contra Morsi, o primeiro chefe de Estado civil e islamita eleito em junho passado.
Confrontos e protestos também ocorreram em outras importantes cidades, como Alexandria (norte), assim como nas províncias de Minya e Sohag (centro).
Os adversários de Morsi denunciam a guinada autoritária do presidente e pedem a anulação do decreto que amplia consideravelmente seus poderes.
Também protestam contra um projeto de Constituição, que será submetido a referendo em 15 de dezembro, porque consideram que abre caminho para uma aplicação ainda mais rígida da lei islâmica e não dá garantias suficientes para proteger os direitos fundamentais, entre eles a liberdade de expressão.
Centenas de outros opositores de Morsi passaram a noite na Praça Tahrir, em dezenas de barracas montadas no dia 23 de novembro.
O presidente egípcio assegura que estas medidas são destinadas a acelerar a transição democrática, e insiste que seus poderes excepcionais, que devem terminar com a aprovação da Constituição, são apenas 'temporários'.
A Frente de Saudação Nacional - coalizão de partidos e movimentos de oposição dirigida pelo ex-chefe da AIEA Mohamed ElBaradei e pelo ex-chefe da Liga Árabe Amr Moussa - exige que Mursi anule o decreto e o referendo. Ela pede a formação de uma nova comissão constituinte mais representativa da sociedade, já que a atual é dominada por islamitas.
FONTE: http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2012/12/numero-de-mortos-em-meio-crise-politica-chega-4-na-capital-do-egito.html
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